Ir para a página inicial

Tristeza é...

9/2/2009 16:38:18
Por Moskito
Existem vários tipos de tristeza, existem coisas que te chateiam, que te deixam triste e as que te desesperam.

Chato é ver uma criança com a perna engessada enquanto as outras se divertem. Triste é ver seu filho querendo bolachas e ter que controlar a comida, pois já é dia 25 e o dinheiro está contado até o próximo salário. Desesperador é ver seu filho pedindo comida, não ter o que dar e saber que não existe nenhum salário previsto. Saber que não existe para quem recorrer.

Triste de verdade é a tristeza desesperadora, que vem para ficar. Ou pelo menos finge que vem para ficar.

Você percebe que a diferença está apenas naquela coisinha que move a humanidade? Não, não é o dinheiro, eu falo da esperança. As coisas ficam "menos tristes" quando existe qualquer possibilidade, por mais ridícula e pequena que seja, das coisas melhorarem. 

A perna vai melhorar, o salário vai aparecer... o desespero, o desespero não vai embora.

Triste é a tristeza. 

Tristeza esta que me fez, depois de tanto tempo, escrever. Escrever sem pensar, desabafo, reclamação, palavras jogadas.

Triste é ver uma pessoa que um dia já foi querida e hoje nada significa (pelo menos pensava você) em situação lamentável, degradação física, somente osso e pele, pesando pouco mais da metade que deveria. Sem lucidez, sem raciocínio, sem capacidade de falar uma frase com mais de cinco palavras. Olhos caídos, magro, magro, magro. Magro e louco. Magro e doente. Magro e lento. Magro e triste.

Triste é ter vontade de dizer: bem feito, isso é pela tua vida desregrada, pelo crack, pela bebida, pelas drogas.
Triste é saber que é tarde.

Triste é saber que você tentou ajudar e ele escolheu aquilo.

Triste é saber que depois de tanto tempo ele ainda te faz chorar. O mesmo choro que perturbou algumas noites na infância e adolescência, quanto ele desaparecia, sumia, bebia e se drogava. 

Triste é, como naquela época, desejar que ele morra e nunca mais incomode.

Desesperador é saber que este desejo até hoje nunca havia sido realmente verdadeiro. Era apenas raiva, rancor. 
 
Desperador é saber que hoje, sinto apenas pena.
E continuo, agora verdadeiramente, desejando que tu nunca mais incomode.

Triste é saber que apesar do físico debilitado, das alucinações, saber que em algum raio de lucidez tu sabe o que se passa. Talvez nunca saiba ou tenha consciência dos males que fez. Mas hoje, sabe o que se passa. 

Sabe que não é vítima, que é causador. 
E isso, deve ser desesperador.

Triste é assistir toda essa carência, esse medo de morrer sozinho.
Alguém para estar ali, no fim.

Desesperador deve saber saber que ele espantou todos durante a vida inteira.
Afastou qualquer ajuda. Optou por químicos, pedra e álcool.

Triste é "não querer mas querer" ajudar de alguma forma.
Triste é querer ser para um pai, o que ele nunca foi para um filho.

Triste é saber que ele continua um parasita.
Um viciado.

Triste é saber que não tem volta, e que ele nunca vai mudar...

Triste é saber que ele ainda (sobre)vive.

Pai, valeu a pena?



Prato frio

5/2/2009 03:20:33
Por Con

- ...então pára de me encher o saco que eu não quero que ela me ouça falando dessas coisas! Ela não sabe o que eu faço!

Desligou o celular, e fingiu que nada aconteceu. Vanessa voltou do banheiro com cara de inocente.

- Bela casa você tem.

- Eu te disse que você ia gostar...

Ela sorriu e lhe beijou. Ela era uma das mulheres mais bonitas e sedutoras com quem ele já havia se envolvido. Era um prazer estar com ela, e mais prazeroso ainda era saber que ela não via nele o poderoso e rico agiota que ele era. Pra ela, tudo aquilo era fruto do seu pequeno negócio de fachada na área da construção civil.

- Quer conhecer lá em cima? Os quartos talvez?

- Hmmm, você não perde tempo hein?

Ele levantou e puxando-a pela mão, subiram as escadas de sua pequena mansão. No quarto, se beijaram mais um pouco.

- Se apronta, eu já volto... Tenho uma surpresinha pra você. - Vanessa disse, e ele a viu desfilando com sua estonteante bunda para o banheiro. Deitou-se, e relaxou esperando pela surpresa. Ouviu-a se despir, imaginando como aquele corpo maravilhoso seria ainda mais bonito completamente nu, e como aquela seria uma das melhores noites daquele ano. Ainda se admirava com a sorte de te-la conhecido, uma mulher linda, inteligente, que sabia o que queria da vida. A maçaneta girou lentamente, e sua voz sensual saiu de lá de dentro:

- A surpresa vai ficar ainda melhor se você prometer ficar de olhos fechados. Se eu perceber que você está vendo, eu vou embora! - e, após ele afirmar que não veria nada, ela saiu do banheiro. Ela era realmente impressionante, e vestida com uma meia 7/8, salto alto, uma calcinha finíssima e um sutiã bem decotado, ficava ainda melhor. Embora ele nunca chegasse a ver aquela cena, ele a imaginou por alguns instantes, quando ela aproximou-se e, guiando seus movimentos, deixou que ele passasse suas mãos por aquele corpo.

Então, enquanto fazia joguinhos sedutores com o homem já louco de tesão, se colocou atrás dele, e posicionou uma pequena faca bem próximo ao seu pescoço, sem que ele notasse o objeto. Começou a falar:

- Se lembra, querido, do dia em que seus amiguinhos invadiram aquele sobradinho a cinco quadras daqui, e ouviram uma mulher estérica gritar que se vingaria, após matarem a sangue frio aquele pobre rapaz que te devia uma grana?

Ele se assustou com a conversa e tentou se mover, mas ela foi rápida como um assassino profissional. Um jato de sangue manchou os lençóis alvíssimos e seu corpo caiu dobrado sobre as almofadas.

- Que o diabo te carregue, seu filho da puta!

Vestiu-se rapidamente e, sem olhar pra trás, saiu dirigindo a bela Mercedes que ele possuía. O carro nunca mais foi vista naquelas vizinhanças.

Conversa de compadres

7/12/2008 01:29:27
Por Con
O senhor Honório estava sentado em seu banco na praça (chamava de seu puramente porque continha uma propaganda muito antiga da já fechada papelaria que outrora pertencera a seu pai, mas de fato, o banco era público). Ouvia sabiás cantando e umas pombas fazendo a festa onde mais cedo um garoto derrubou um saco de pipoca. O silêncio era prazerosamente agradável. Sentiu um grande pesar quando ele foi quebrado pelo baque surdo, repetitivo e cada vez mais alto, de uma bengala se aproximando.

Olhou na direção do som. Viu seu compadre Bento atravessando a praça, vindo lá dos lados da peixaria do Tião. O velho Bento estava mesmo acabado como diziam. O Parkinson claramente pegou ele de jeito, e o joelho permanentemente danificado não havia melhorado em nada. Seus olhos, contudo, permaneciam os mesmos. Olhou no fundo deles, ainda que estivessem longe um do outro, e enxergou um calor lá no fundo nunca visto antes.

Esperou que se aproximasse. Bento sentou-se ao seu lado, em silêncio, e ambos olharam pra frente, como que buscando antigas lembranças de momentos parecidos com aqueles. Poderiam listar alguns, mas não o fizeram. O silencio voltou a reinar absoluto, mas já não era prazeroso ou agradável. Havia uma pequena tensão no ar.

Mais de cinco minutos, dois ônibus, um rapaz de bicicleta e 3 sorveteiros passaram por ali enquanto os idosos permaneciam em suas lembranças. O primeiro a sair daquele estado de letargia foi Honório. Abaixou a face e mirou o chão. Depois disse, com sua voz rouca (a mesma que Bento ainda se lembrava, grave e profunda).

-- Então, você conseguiu me achou. Exatamente como disse que seria.

Bento apenas lançou um olhar de confirmação, sem proferir uma palavra ainda. Honório manteve silencio por mais alguns minutos depois disso. Então, tornou a falar.

-- Antes de você fazer o que deve fazer, queria que me contasse o que aconteceu aquela noite, antes de você me encontrar.

Bento esboçou um leve sorriso. Seu rosto judiado pelo tempo mal parecia se lembrar de como se executava esse gesto. Buscou na mente os fatos daquela noite que ficou a 40 anos, e rapidamente os encontrou, já que era usual pensar neles. Sua voz era clara, cristalina, como água de fonte. Narrou.

“Eram cinco da tarde quando recebi a mensagem do compadre em meu gabinete que eu deveria partir pra Londres. De imediato, me preparei e mandei que me trouxessem um carro. Mas, antes que partisse, o General DuValier veio até mim, e me informou sobre um plano secreto. Aparentemente, suspeitavam de você, chamaram-no de agente duplo. Disseram, então, que a missão que o compadre deveria me enviar era um pretexto pra que eu pudesse ficar longe. Sabiam de nossa amizade, e sabiam que eu poderia estragar tudo se fosse obrigado a participar, simplesmente quiseram me poupar. Poupar de te ver sendo morto.”

Outro pipoqueiro passou, buzinando. Um carro passou em seguida, com um falante anunciando a candidatura de um tal Zé do Clube pra vereador. Depois, o silêncio voltou a imperar. Os dois velhos continuavam no banco. Passados alguns minutos, Bento continuou, como se não tivesse parado.

“Aceitei prontamente, ou melhor, fingi aceitar o que o General me disse, e me retirei. Assim que estava livre da presença dele, corri pra casa do compadre pra dizê-lo pra fugir. Acho que a partir daí, você já sabe...”

Honório fez que sim. Lembrou-se do susto que foi quando foi pego no flagra com Dona Constantina, mulher de Bento. Lembrou-se da fala calma do traído, mandando que ele fugisse (e só não o mataria ali, na hora, pela consideração que tinha por ele), e nunca mais parasse de fugir, porque o dia que em que parasse, seria encontrado e morto. Tornou-se para Bento.

-- E o que houve de Dona Constantina, o que fez com ela?

-- Nada. Deixei-a apenas.

Silêncio.

-- Afinal de contas, o compadre era agente duplo?

Honório afirmou com um gesto. Depois perguntou.

-- Então, o compadre vai vingar-se grandiosamente, ou vai seguir o protocolo?

-- Protocolo, o compadre sabe que sempre sigo o protocolo. Nada de estardalhaço, morte limpa e sem sofrimento.

Remexeu em seu bolso. Tirou uma pequena seringa de lá e num gesto rápido, rapidíssimo prum homem naquela idade, espetou-a na perna de Honório.

-- Funciona como as antigas, que usávamos. Porém, agem em apenas duas horas, então não se demore pra escolher seu leito de morte.

Levantou-se então, abanou seu chapéu em despedida, e saiu mancando com sua bengala em direção a peixaria do Tião. E Honório ali ficou. O silencio voltou a ser prazeroso. Morreu em seu banco.

Blip n´ Beer Porto Alegre

3/12/2008 08:17:54
Por Moskito

Hoje, dia 3 de dezembro, acontece em Porto Alegre o Blip´n´Beer POA, que infelizmente eu não irei. O que seria um "canhacamp" teve sua data alterada para participar de algo maior, que é o Blip´n´Beer.

 

Todos sabemos o desamparo e desespero do pessoal atingido pelas enchetes e deslizamentos de Santa Catarina, então os organizadores do evento estão recolhendo doações para enviar para lá. A gauchada está intimada a participar do evento e levar alimentos não perecíveis ou roupas, que serão destinadas as vítimas de SC.

 

Você viu o Profissão Repórter na Globo ontem (sorry, só tenho TV aberta)? As pessoas juntando alimentos e objetos boiando enquanto saqueavam um super mercado. Eles precisam de ajuda.

 

O que?

Blip'n'Beer POA

 

Onde?

Prefácio, na rua Sarmento leite, 1024 - Cidade Baixa.

 

 

Valeu pelo convite Lucas , pena que não poderei ir.

Jesus Fail

24/11/2008 03:35:59
Por Moskito

 

 

 

Eu definitivamente não morri. Estive em uma clínica de reabilitação nos últimos dias, por isto a falta de posts por aqui.

Memórias póstumas de quem ainda não foi

18/9/2008 12:32:15
Por Moskito

Em uma daquelas insônias que dá vontade de tomar tranquilizante de elefante me coloquei a pensar: e se eu morresse?

E essa é a única certeza desta vida, nós morreremos. Mas e se eu morresse naquela mesma madrugada fria?

Não disse pra minha mãe o quanto eu admiro ela no dia anterior, e isso me fez me sentir na maior das dívidas com ela, que sempre se sacrificou MUITO para diversos luxos e oportunidades que tive (e tenho) na vida. Nem falei pro ranzina do meu irmão que ele é um puta de um amigão, o melhor dos amigos. E nem contei pra minha irmã um segredo: que sempre a admirei pela inteligência e dedicação que tem para as coisas dela e que eu acho que ela vai ser uma super arquiteta, se assim quiser.

Não foram só esses pensamentos mais que manjados - não foi só a vontade de ligar pra minha namorada dizendo que estava com saudades, que ela era a mais especial das criaturas que apareceu na minha vida e mudou para melhor as minhas tortas linhas de raciocínio. Avisá-la que apesar de eu até estar pegando gosto pelas pesquisas acadêmicas, eu não servia para aquilo mesmo. Não foi só isso, e o sono apesar de me permitir mais ou menos delirar acordado não me permitia dormir e descansar de verdade.

Meus pensamentos foram mais longe.

Relacionamos a morte com dor e perda, e para mim ela nada mais é do que isso. Passagem? Para onde? Para baixo de sete palmos de terra talvez, e só. Talvez por essa relação quando pensamos em morte, automaticamente pensamos nas pessoas que amamos, lembramos de alguma péssima experiência e pensamos que, provavelmente, as pessoas que amamos passarão por isso e por nossa... culpa?

E entre estes vários devaneios, o céu ligeiramente claro, os pássaros começando a cantar em seus tempos e compassos perfeitos, resolvi desistir do sono. Sentei na minha escrivaninha e todos aqueles pensamentos me fizeram perceber como eu estava cercada de pessoas que eu quero bem.

Fiz uma pequena lista de coisas simples que eu sempre quis fazer mas, por preguiça, comodismo, sei lá o que, inventei uma desculpa em que só eu acreditava:  não tenho tempo e isso será só um hobby.

Na mesma semana comecei a tocar teclado, tomar café depois do almoço conversando com a minha mãe no sol e não mais respondendo e-mails, joguei (e perdi) uma partida de xadrez com meu irmão. Naquele final de semana reuni amigos aqui em casa, bebemos e falamos da vida enquanto eu encaminhava meu irmão, muito chato naquele estado etílico para a cama.

Agora, uma semana depois, se alguma coisa acontecer nessa outra madrugada fria, me sentirei muito menos culpado.

Evolução?

10/9/2008 12:07:54
Por Moskito

A tecnologia, o mundo, tudo evolui muito rápido. Mas será que essa correria infernal toda é mesmo uma evolução?

 

Veja esse comparativo entre diversas situações ocorridas em 1978 e como seriam agora em 2008:

 

 

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas. Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.


Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Manuela Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.


Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas. Interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta para a aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um "retardado". A escola recebe um apoio financeiro adicional por terem um aluno incapacitado.


Situação: O Luís parte o vidro dum carro no bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas valentes "cinturadas".

Ano 1978: O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo. O mesmo acontece com o programa Você na TV do Manuel Luís Goucha. Até o Mais Você da Globo se interessa pelo caso excepcional...


Situação: O Zezinho cai enquanto praticava atletismo e arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua acorrer.

Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. Os donos do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.


Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro.

Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e vai cada um para sua casa. Amanhã são novamente colegas e voltam a ser amigos.

Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas e documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.Os pais dos outros garotos negros rezam para que um dos brancos chame "chocolate" ao seu filho.


Situação: Tens que fazer uma viagem.

Ano 1978: Viajas num avião de TAP. Dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco onde cabem dois como tu.

Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto das calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado, e se tiveres sede o hospedeiro "amaricado" apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito, pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cu acima para ver se trazes drogas.


Situação: Fazes uma asneira na sala de aula.

Ano 1978:
O professor espetava duas valentes chapadas, e bem merecidas. Ao chegares a casa o teu pai dava-te mais duas, porque alguma deves ter feito.

Ano 2008: Tu é que fizeste a asneira, mas o professor pede-te desculpa. Já em casa, o teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.


Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978: Não se passa nada.

Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e "caganeira".


Situação: O fim das férias.

Ano 1978
: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte começasse a trabalhar.

Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, stress, seborreia e "caganeira". E viva o progresso!

 

 

Esse comparativo não é de minha autoria, retirei do blog de um gajo - O Canto dos Maltinhas .

Um momento de lucidez...

20/8/2008 13:03:10
Por Moskito

- Eu sou um problema cara.

- Como assim?

- Um problema para a sociedade, conceitos morais totalmente deturpados, agora estou lúcido e o pior de tudo são os momentos de lucidez...

- Mas o que tu faz?

- Tenho até vergonha de falar.

- Eu sou teu amigo, vou te ajudar da melhor forma...

- Eu me aproveito das pessoas, eu não sei diferenciar o certo do errado, eu me aproveito de uma situação vantajosa para enganar inocentes e me aproveitar deles...

- ...

- Eu sei, é vergonhoso, eu me sinto muito mal depois, mas é uma doença cara.

- TU É PEDÓFILO? Cara tudo bem...

- Sou Deputado.

- OQUÊ??

 

 

 

 

Sobre os medos...

20/6/2008 18:59:50
Por Moskito
Guilherme diz:
medos são como discussões, casamentos e sogras.

Guilherme diz:
enfrentar nunca vai levar a nada, o melhor é evitar.

Guilherme diz:
não sei porque as pessoas tem essa mania de "enfrentar medos"

Testando Rifles

14/5/2008 15:00:01
Por Moskito

 

 

Eu gosto de armas, eu gosto vídeos de árabes engraçados.


Uêba - Os Melhores Links

Últimos postados


Últimos comentários

Enquanto isso
no And After...

 
www.masqueloucura.com.br
Todo o conteúdo é mentiroso. Não processe.
Principalmente se você morar em Carazinho.
2b Host     GS Design